Bacia Hidrográfica do Rio Pântano, MS
Plataforma de visualização dos resultados ambientais, cartográficos e geográficos produzidos no âmbito do projeto.
Esta plataforma apresenta os principais resultados do projeto desenvolvido na Bacia Hidrográfica do Rio Pântano (1.349 km²), localizada na porção leste de Mato Grosso do Sul, bioma Cerrado. O projeto integra modelagem preditiva de uso e cobertura da terra (CA-Markov), estimativa de serviços ecossistêmicos de carbono (InVEST), análise de fragilidade ambiental, estimativa de perdas de solo (RUSLE) e zoneamento ambiental dinâmico para os anos de 1984 a 2050.
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Financiamento e Apoio Institucional
O projeto tem como objetivo produzir, organizar e divulgar informações geográficas e ambientais sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Pântano, localizada na porção leste do estado de Mato Grosso do Sul, no bioma Cerrado. A pesquisa integra dados de campo, sensoriamento remoto, geoprocessamento, modelagem espacial e análises ambientais para compreender a dinâmica territorial da bacia e subsidiar ações de planejamento, conservação e gestão ambiental.
A bacia, com aproximadamente 1.349 km², deságua no reservatório da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, tributário do Rio Paraná. A região passou por intensas transformações nas últimas quatro décadas, com a substituição da vegetação nativa do Cerrado por pastagens e, mais recentemente, por plantios de eucalipto para abastecimento de indústrias de celulose instaladas na região.
Avaliar o estoque de carbono para os anos de 1984, 2007, 2021 e simular cenários para 2050
Utilizar o modelo CA-Markov para simulação de cenários futuros de LULC
Aplicar o modelo InVEST para modelagem do sequestro de carbono
Avaliar a fragilidade ambiental e sua evolução temporal
Estimar perdas de solo (RUSLE) e taxa de entrega de sedimentos (SDR/InVEST)
Propor zoneamento ambiental dinâmico para a bacia
O projeto conta com financiamento do CNPq (processos nº 306448/2020-3, 403993/2021-0 e 313303/2023-1), da FUNDECT e da CAPES. Está vinculado à UFMS (Campus Três Lagoas, La-SeR/PPGEO), com parcerias com UNESP, UEMS, University of Canterbury (Nova Zelândia) e Université de Haute Bretagne (França).
A Bacia Hidrográfica do Rio Pântano (PRW), com aproximadamente 1.349 km², está localizada na porção leste do estado de Mato Grosso do Sul, inserida no bioma Cerrado. O rio Pântano deságua no reservatório da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, sendo tributário do Rio Paraná.
A bacia abrange dois assentamentos de reforma agrária: Assentamento São Joaquim e Assentamento Alecrim. A altimetria varia entre 315 e 554 metros.
Mapa de Localização
Os resultados evidenciam quatro décadas de transformação na dinâmica ambiental e territorial da bacia: a supressão da vegetação nativa do Cerrado (1984-2007), a expansão da silvicultura de eucalipto (2007-presente), e suas implicações para serviços ecossistêmicos, fragilidade ambiental e zoneamento territorial.
Entre 1984 e 2007, a pastagem expandiu de 46% para 75% da bacia. A partir de 2007, eucalipto substituiu pastagens, alcançando 28,4% em 2020. Projeção para 2050: 48,6%.
Modelagem via InVEST com quatro reservatórios de carbono sob três cenários distintos: tendência atual, retração da silvicultura e conservacionista.
Fragilidade muito alta ocupa em média 508,6 km² nas planícies fluviais. Eucalipto contribuiu para recuperação parcial das áreas de muito baixa fragilidade a 12% em 2020.
Perda máxima atingiu 192,4 Mg/ha/ano em 2007. Com expansão do eucalipto, reduziu para 141,7 Mg/ha/ano em 2020, queda de 26,3%.
Áreas de maior risco concentram-se nas pastagens degradadas adjacentes a remanescentes florestais, especialmente durante o período seco.
Projeção de aumento de 3,35% nas áreas de baixa restrição e redução nas áreas de média e alta restrição entre 2020 e 2050.
Ecological Indicators, v. 167, 112598
DOIMercator, v. 18, e18026
DOIUFMS, Campus Três Lagoas
Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto, Modelagem Ambiental
University of Canterbury, NZ
Modelagem espacial, Paisagem
UFMS, Campus Aquidauana
Erosão, RUSLE, Modelagem
UNESP, Ilha Solteira
Engenharia Civil, Erodibilidade